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:: Sexta-feira, Novembro 30, 2007
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DUROU ENQUANTO FOI BOM.
mudei de blog:
Estranho Caminho 2.0
www.marcelourania.blogspot.com
Te espero lá!
Let´s Rock! >>> Feist - Let It Die
:: Marcelo Urânia 18:13
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:: Sexta-feira, Novembro 23, 2007
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impressionante a força do rock n´roll. a força da música. eu tinha uns 11 ou 12 anos e ainda me lembro bem. morava em urânia e meu contato com o rock resumia-se aos shows no criança esperança e aos comentários do zélu, do juninho e do tio mau sobre bandas que eu não seria capaz de soletrar o nome.
como qualquer criança, o quê eu queria era jogar bola! não fazia a menor idéia da representatividade do... paul mccartney (!), por exemplo.
até que um dia, o juninho, diante da minha curiosidade, emprestou o nevermind. ou melhor, emprestou uma fitinha k7 com smells like teen spirit.
lembro perfeitamente que ficava pulando e mexendo a cabeça feito um louco naquele sofá de pedra da segunda sala na casa da chácara enquanto o nirvana era a maior sensação do mundo da música. mas eu só sabia que era dos estadunidos e que gostava do barulho.
deixava o gradiente duplo deck com vinil e sem cd num volume perto do máximo até minha mãe reclamar que estava com dor de cabeça. eu tocava essa música exaustivamente. e só eu sei o quanto isso me fazia bem.
Let´s Rock! >>> Neil Young - When You Dance You Can Really Love
:: Marcelo Urânia 18:23
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:: Quarta-feira, Novembro 14, 2007
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modelo de centralização de estoques para a logística de exploração das cuecas
morar sozinho é saber usufruir da casa. explorar as possibilidades atrás de conforto e água fresca. o bem estar torna-se, então, uma questão de LOGÍSTICA.
a partir da análise de dados e informações relativas às cuecas estocadas e a revisão de estudos similares sobre centralização e gerenciamento de estoques, selecionei um modelo adequado à logística de suprimento de exploração de cuecas.
dessa forma, orientei-me através da escolha da localização de centrais de administração compartilhada de estoques com base principalmente nos custos logísticos por unidade, notando que seriam possíveis reduções de estoques de itens pela metodologia de gestão integrada do suprimento das unidades operacionais do segmento de exploração de cuecas com a consolidação da rede de instalações focadas na eficiência.
trocando em miúdos...
porquê guardas em gavetas se eu posso pegar as cuecas direto no varal?
Let’s Rock! >>> Jeff Tweedy - Simple Twist of Fate (Bob Dylan Cover - I’m Not There Soundtrack)
:: Marcelo Urânia 10:52
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:: Terça-feira, Novembro 13, 2007
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Narciso Nada, Violins e Terminal Guadalupe
TG Apresenta, dia 09, no Jokers.
Há tempos não vibrava em shows de rock independente. A produção de boas músicas e bons discos brazucas continua em alta, diga-se. Porém, a questão era a falta de sintonia entre as três forças de um show: a música, o ambiente e o público.
Sempre surgia uma desculpa pra encostar-se ao balcão e conferir o show com tranqüilidade. Alguns poucos momentos de exaltação, em músicas específicas do Charme Chulo, OAEOZ, Poléxia ou do próprio TG. Nada, além disso. Faltava punch, dancinhas, bebedeira, punho cerrado durante todo o tempo. Faltava voz rouca no outro dia.
Até que resolvi ir ao Jokers na última sexta-feira.
Com uma puta chuvona lá fora, o horário já ajudou. Ficar em casa com o céu desabando dá uma preguiça dos diabos. E ainda com a super promoção chegue-cedo-que-sua-mulher-não-paga... perfeito. Antes das 22h já estava no Jokers pra menina mais linda do mundo não pagar entrada. E chegar muito antes do show força qualquer fanfarrão a beber um pouco mais. Às 22h10 já bebericava uma Brahma Extra geladinha, ô coisa boa. Deveria até ser lei, toda sexta-feira o ser humano merece cerveja e música de qualidade.
Infelizmente, perdi a noção do tempo e o Narciso Nada. Lugar cheio e animado é assim, prosa e cerveja demais. De repente, surge um apressado Dary Jr., vocalista do TG, avisando os integrantes do Violins que o show já está pra começar.
O Narciso Nada se despede e o Violins sobe ao palco, dois anos após a última visita à Curitiba, no Sesc da Esquina – melhor show com produção Tinidos, na minha opinião. E, rapidinho, tudo acertado pra apresentação começar.
O novo layout do Violins, por Leandro Gonçalves.
Beto Cupertino sem camisa e com partes das músicas pintadas no corpo, Pedro Saddi e seu teclado no meio do palco, Pierre Alcanfor a postos próximo das cortinas e Thiago Ricco ansioso pra se integrar ao baixo. Todos à frente do melhor palco de pequeno porte na cidade, umas 400 pessoas, ótimo público mesmo com a concorrência do Pato Fu.
Alternando músicas dos últimos três discos – Aurora Prisma (2003), Grandes Infiéis (2005) e Tribunal Surdo (2007) -, os goianos fizeram um show fabuloso, irrepreensível. Mesmo com a saída do guitarrista Léo Alcanfor, mostraram-se ainda mais pesados, de acordo com a intensidade e brutalidade que pedem os dois últimos discos. A melhor banda do Brasil, meus caros.
Voltei ao recinto dos shows a passos largos, fiquei de papo e perdi a noção do tempo de novo. O Terminal Guadalupe já estava tocando. Subi as escadas pra ter um segundo ângulo do show, do palco, das pessoas. O público, carente de apresentações da banda em sextas-feiras, compareceu em massa. E a banda, mais enérgica e profissional a cada dia, correspondeu.
Dary Jr. chamou Dudu Cirino, da Poléxia, para cantar ‘Sal de Fruta’. Um clássico. Em ‘De Turim A Acapulco’, foi a vez de Beto Cupertino se juntar à banda. Em ‘Pernambuco Chorou’, o ápice. Urros e danças desconexas junto do punch e do idealismo do Terminal Guadalupe. Em vários momentos, o público tomou o lugar de Dary para cantar. Notável o semblante de cada integrante do TG, estava na testa a sensação de dever cumprido, de show bem feito, de realização e reconhecimento.
Uma grande noite de ROCK.
Let´s Rock! >>> Violins - Gênio Incompreendido
:: Marcelo Urânia 16:39
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:: Sexta-feira, Novembro 09, 2007
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07, PASSA A DOZE!
Vi ontem. E estou alucinado com a força de TROPA DE ELITE.
Não vou escrever sobre o filme, você já deve ter lido tanto por aí sobre o Bope, Capitão Nascimento, Pede Pra Sair, fascismo e corrupção, que vou lhe poupar da minha opinião.
Porém (achou mesmo que eu não escreveria nada?), a parte mais tocante no filme é a responsabilidade total dos brasileiros no clima de violência e intolerância no país. Ou, nas palavras do protagonista, muitos jovens precisam morrer na favela para um playboy enrolar um baseado. Enfim, sem querer posar de moralista, confesso: ri pra caraleo no filme.
Bom, sem mais delongas, leia as opiniões de três jornalistas, três perspectivas interessantes sobre o filme mais comentado do ano.
- (...) por isso a pecha de fascista que lhe imprimem alguns analistas, mais preocupados com o blá blá blá extra filme do que com o que acontece na tela. Para estes, “Tropa de Elite” glorifica a violência, a tortura, a morte sem julgamento; e o Bope nada mais é do que um braço de nossas forças armadas, a mesma instituição que encarcerou o País em uma ditadura repressiva e direitista durante anos. (...) Outra maneira de olhar “Tropa de Elite” é entendê-lo como um reflexo de uma sociedade que vem empurrando durante anos e anos com sua imensa barriga assuntos delicados como descriminalização, corrupção e abuso de poder., por Marcelo Costa (texto completo aqui).
- (...) percebi risos deslocados, comentários gratuitos e pantomimas inexplicáveis durante a exibição. (...) algumas vezes a intenção do diretor talvez fosse mesmo fazer rir, “mas rir sorrisos nervosos, de quem não pode negar que participa, de uma forma ou de outra, de coisas horríveis. Mas nunca gargalhadas, como presenciamos”. Fiquei curioso… Será que as risadas vieram nos mesmos momentos do que as da sessão que eu assisti? Quando, durante um treinamento do Bope, o capitão Nascimento fala que é hora de aprender a carregar cadáver? Quando o capitão Nascimento briga com sua mulher para ela nunca mais dar palpite sobre seu trabalho? Quando os universitários estão no morro cheirando cocaína? Quando um alto oficial descobre que foi “furado” (por um policial de escalão mais baixo!) no seu esquema de propina com o jogo do bicho?, por Zeca Camargo (texto completo aqui).
- (...) Como matéria-prima para reflexão, Tropa é um paiol de pólvora com pavio curtinho. O mais provável é que ninguém fique feliz com o filme. A classe média que paga de libertária e ao mesmo tempo sustenta (e faz negócios com) o tráfico fica mal na fita. A PM nem se fala. Mesmo os soldados do Bope, supostos heróis da história, são na melhor das hipóteses um mal necessário. Eles torturam, atiram primeiro e perguntam depois, soam antipáticos até para os próprios companheiros “convencionais”, os PMs de farda azul (a do Bope é preta). Tudo em nome de uma ética resumida numa riminha, logo no começo do longa: “Bope: faca na caveira, nada na carteira”. É terrível pensar que a luta contra a marginalidade no Rio exija a existência de homens como aqueles. Mais terrível ainda é pensar que estamos mal com eles, e estaríamos pior ainda sem eles., por Marco Antônio Bart (texto completo aqui).
capitão nascimento fez jack bauer e chuck norris desistirem de entrar pro BOPE via e-mail.
Let´s Rock! >>> Neil Young - Living With War / Wilco - War On War
:: Marcelo Urânia 15:18
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:: Terça-feira, Novembro 06, 2007
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Um Autêntico Barreado Morretense
O último sábado foi o dia escolhido para me entregar ao mais tradicional costume paranaense: descer a Serra do Mar para saborear um BARREADO. Apesar do nome, não é bosta mole ou terra molhada, mas sim uma carne cozida por 20 horas debaixo da terra numa panela de barro vedada, ou embarreada (daí o nome).
O trajeto escolhido para enfrentarmos os 70 quilômetros até a cidade histórica de Morretes, litoral do Paraná e berço do Barreado, foi a bela e perigosa Estrada da Graciosa, cheia de flores, riachos, desfiladeiros e curvas fechadas (a Curva da Ferradura lembra muito o hairpin em Mônaco). Construída em 1854 e cravada no trecho de Mata Atlântica mais preservado do país, a rodovia teria uma vista panorâmica impressionante, senão fosse a merda da neblina.
Depois de menos de uma hora de viagem e muita conversa fiada, chegamos à Morretes. Às margens do Rio Nhundiaquara, a fome apertava. Enquanto Grazuíla, Binhanca e Jujubinha admiravam a arquitetura do município, Fernando e eu, quase desmaiando, fazíamos piadas para desbaratinar a fome.
Uma foto na ponte, alguns minutos pra decidir entre Madalozo e Casarão, mais algumas fotos, mais piadas toscas sobre fome e... entramos no restaurante Casarão. Uma beliscadinha na famosa Cachaça de Banana de Morretes, paciência para agüentar um garçom chato que se acha engraçado e sentamos à mesa.
Outro garçom nos ensina a preparar o Barreado como manda a tradição. E é bem simples. Em um prato fundo, coloque duas colheres de farinha de mandioca, adicione duas conchas de carne (sem muito caldo) e misture bem até formar uma meleca compacta que gruda no prato. Aí, meu amigo, é só mandar ver. Nem cachorro come (porque não sobra).
Nos restaurantes, normalmente existem duas opções: Barreado e Barreado com frutos do mar. Recomendo apenas o prato típico, apesar da vontade de devorar camarões ser grande em qualquer humano, o Barreado cresce na barriga e não deixa espaço pra nada além da bebida. Não se preocupe, camarão você come em outro lugar, aproveite o momento para degustar o Barreado e bebericar a Cachaça de Banana.
Aconselho voltar à Curitiba pela BR-277. Entenda bem, não aconselho voltar pela Graciosa. A volta é sempre a tardinha, horário do sono, da neblina ainda mais forte, de sentir o bucho cheio. Sem contar as duas doses de Cachaça de Banana que podem fazer efeito num bebedor inexperiente. De pileque, é pedir pra colocar uma cruzinha com o seu nome na beira da rodovia.
É uma graça de viagem.
Let´s Rock! >>> Ben Folds - All U Can Eat
:: Marcelo Urânia 14:33
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:: Quinta-feira, Novembro 01, 2007
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TIM FESTIVAL CURITIBA
Hot Chip, Björk, Arctic Monkeys, The Killers e 12 mil pessoas
Os shows começaram às 19h, horário ingrato para assalariados. E ainda esqueci os ingressos em casa, tive que voltar pra pegar e perdi o Hot Chip. Ouvi apenas o hit Over And Over, e lá de fora, mas dizem quem não perdi muito. Expectativa pro show da esquisitona Björk. E achei chato. Até sonolento, apesar da presença de palco da islandesa ser um espetáculo. Um show lindo, visualmente. Pra quem não conhece todas as músicas, o som é uma espécie de electro-bolero. Só consegui gostar de Joga e Army Of Me, o resto não me agradou nem um pouco.
E vieram os queridinhos da Inglaterra. Milhões de discos vendidos depois... Arctic Monkeys no palco. No começo, mas bem no comecinho, foi vibrante porque serviu pra espantar a sonolência do show da Björk - qualquer guitarra-baixo-bateria teria o mesmo efeito. E a segunda metade do show foi reservada à firmeza dos hits. O quê mascara toda frieza e falta de presença de palco. Entre esses dois momentos, aproveitei pra ir ao banheiro. E vi um gurizão curtindo com o pai do lado. Massa. No final das contas, o show foi distante, frio e pouco comunicativo, mas funcionou. A platéia indie/adolescente já sabia do comportamento da banda e aproveitou.
Aí, o grande momento. Público inquieto com a produção do show. Flores, luzes, penduricalhos e um painel com o nome Sam's Town. Em poucos minutos, The Killers no palco. O som não estava redondinho, mas o caminhão de hits do Hot Fuss e as muito boas músicas do último disco fez a Pedreira pular, foi foda. Somado à performance impressionante do Brandon Bigode Flowers... pronto, tá feito o rock. O público cantou urrando os mega-sucessos Somebody Told Me, Smile Like You Mean It , Mr. Brightside e Jenny Was A Friend Of Mine. No finalzinho, no coro em For Reasons Unknown e All These Things That I've Done gastei minhas últimas energias antes de ir pra casa. Showzaço! O show da noite.
E em um ano que vi poucos grandes shows, The Killers fez o show do ano.
Let´s Rock! >>> The Killers - Jenny Was A Friend Of Mine
:: Marcelo Urânia 18:37
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